Obra que utilizou metodologia construtiva inovadora vai solucionar o gargalo logístico e desafogar o trânsito da região

A nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre, foi entregue nesta quinta-feira (10/12) ao Governo Federal em uma cerimônia que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro, além do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e do diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), general Santos Filho. O Consórcio Ponte do Guaíba, liderado pela Construtora Queiroz Galvão, é o responsável pela obra, iniciada em 2014.

Em seu discurso, o ministro da Infraestrutura ressaltou a inovação e tecnologia aplicadas na construção da ponte. Cumprimentou ainda todos os envolvidos enfatizando o trabalho dos operários da Queiroz Galvão. “Vocês são os verdadeiros heróis da infraestrutura. Vocês fizeram a diferença”, ressaltou.

Considerada uma das obras mais significativas para a logística gaúcha, a ponte deverá receber 50 mil veículos por dia. A travessia vai melhorar a ligação da capital com o Porto do Rio Grande e o fluxo de veículos da cidade, interrompido sistematicamente pelo içamento do vão móvel da ponte antiga cada vez que uma embarcação de grande porte precisa passar pelo Guaíba.

Para a construção da nova ponte do Guaíba foram gerados mais de 2 mil empregos. A metodologia construtiva e as soluções tecnológicas implementadas na obra possibilitaram a diminuição de acidentes, a racionalização do consumo de recursos, baixíssima geração de resíduos e alta qualidade nos elementos da ponte.

As soluções adotadas resultaram ainda em uma redução do impacto ambiental, o que fez com que a nova ponte do Guaíba recebesse em 2018 o prêmio nacional de sustentabilidade, promovido pela Câmara Americana de Comércio (AMCHAM).

Conclusão da obra

Durante a cerimônia de entrega da ponte, o ministro da Infraestrutura lembrou que ainda faltam as alças de acesso à ponte sobre as comunidades Tio Zeca e Areia (TZA). “A alça é prioridade, continua sendo prioridade, mas se a estrutura está pronta vamos liberar para a população usar”, afirmou Tarcísio de Freitas.

O processo de reassentamento das famílias dessas comunidades foi paralisado em março deste ano por causa do novo coronavírus. Em reunião em outubro com representantes da TZA foi decidida a retomada das ações a partir do próximo ano.